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Agosto 2010

Diário de S. Paulo \ Dia 29 de agosto
http://www.diariosp.com.br/index.php?id=/dia_a_dia/politica/materia.php&cd_matia=5530

 

Candidatos ao governo: disputa pelo mais forte
Cada vez mais próximo das eleições, PT tenta usar o crescimento de Dilma para guinar a candidatura de Aloízio Mercadante
Patríca Basílio
Agência O Globo
 
A onda favorável à candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, está ajudando a impulsionar também candidaturas aliadas aos governos estaduais. As mais recentes pesquisas do  Ibope e Datafolha demonstram que entre os 26 estados mais o Distrito Federal, os governistas mantêm a frente em 14, contra sete da oposição. Se a eleição fosse hoje, os governadores de pelo menos 12 estados seriam eleitos em primeiro turno. Desses 12, oito são governistas e quatro da oposição.

Entretanto, o mesmo parece não estar ocorrendo tão rapidamente com Aloizio Mercadante, candidato ao governo de São Paulo, uma vez que Geraldo Alckmin está na frente nas pesquisas de voto e pode vencer até mesmo no primeiro turno. Segundo o Datafolha, ele é citado por 54% dos entrevistados, enquanto o petista tem apenas 20%. Apesar da diferença, o petista subiu nove pontos, segundo pesquisa divulgada  pelo Ibope na sexta-feira.
 

Apesar da liderança tucana, Mercadante está confiante e acredita que o crescimento de Dilma possa ocorrer com ele também. "Aquilo que está acontecendo com a Dilma também vai acontecer com a gente em São Paulo, pois o povo está elegendo o Brasil que deu certo, o do presidente Lula."


Como a presidenciável do PT, ele também vê em Lula uma oportunidade de crescer nas pesquisas de intenção de voto. "Nós vamos trabalhar com humildade, pois o nosso maior patrimônio é a militância. Foi ela que fez o Lula chegar onde chegou e é com ela que vamos vencer a eleição aqui e no país."


Já o PSDB, feliz com os resultados de Alckmin para o governo paulistano, não teme a influência de Lula nas eleições governamentais. "O Geraldo está dialogando com o eleitor e isso ajuda a fortalecer a sua candidatura", comenta Duarte Nogueira, coordenador da campanha do tucano. Perguntado sobre se José Serra seria para Alckmin como Dilma é para Mercadante, ele preferiu falar dos eleitores. "A base da candidatura dele são os eleitores. É a eles que Alckmin deve  respeito", afirmou.


Em sete estados, como Mato Grosso, Piauí e Amapá, por exemplo, há empate entre os concorrentes. Os candidatos a governador que têm Lula e Dilma no palanque ganhariam com folga, por exemplo, no Rio, onde Sérgio Cabral (PMDB) tem 56% das intenções de votos.


Mercadante pode virar o jogo nas eleições

Segundo Adolpho Queiroz (foto), presidente da Sociedade Brasileira dos Pesquisadores e Profissionais de Marketing Político, o petista ainda tem chances de vencer.

 

Segundo turno pode salvar candidatura petista
Para que o petista adquira forças para passar Alckmin, o especialista afirma ser preciso ganhar mais tempo. "Se ele chegar ao 2 turno vai investir mais em marketing."

 

Experiência não é mais principal diferencial
A experiência na vida política não é mais o principal diferencial de um candidato, para Queiroz. "A Dilma Rousseff é a prova viva de que tudo pode mudar."
 

Vantagem de Alckmin está em seus eleitores
O motivo de Alckmin estar na primeira colocação é a fidelidade de seus eleitores e a força do PSDB. "Muitos ainda veem no tucano um candidato sério para governar São Paulo"., e Fernando Gabeira (PV), 17%, segundo o Datafolha.
 

 

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