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Julho 2010

Diário do Povo de Piauí - Dia 25 de julho

 

O Povo de Fortaleza - Dia 31 de julho

As sedutoras formas da política
As múltiplas linguagens da propaganda têm eficiência variável de acordo com o público e a geografia
 
As opções para o eleitor ter acesso a algum tipo de informação sobre os candidatos, nas eleições deste ano, são múltiplas. Qual a mais eficaz? Não importa a região ou a classe social do eleitorado. Segundo especialistas, a propaganda na TV ainda impera quando o objetivo é convencer a população a votar em determinado candidato.
 
O motivo é quase óbvio: é o veículo de comunicação a que a grande maioria da população tem acesso. “A TV pega todo mundo, do empresário à empregada doméstica. A TV, com os seus recursos de som e imagem, enfim, com a sua linguagem, faz um misto entre jornalismo e propaganda, utiliza músicas, jingles, o que atrai o telespectador”, explica o professor Adolpho Queiroz, professor do programa de pós-graduação em Comunicação da Universidade Metodista de São Paulo e também do curso de publicidade e propaganda da Universidade Presbiteriana Mackenzie.
 
Ele chega a comparar o horário eleitoral gratuito na televisão a uma novela, onde cada programa se transforma em um episódio. “Vai começar uma nova novela no próximo dia 17, e, dependendo do enredo, da direção, pode causar impacto decisivo no eleitorado. Me parece que estamos caminhando para esse tipo de situação”, afirma.
 
Com relação às demais formas de propaganda, as variáveis regionais acabam determinando a influência de cada um. O rádio, por exemplo, ganha no campo uma força que nos centros urbanos é exercida pela Internet. “No interior do Nordeste, no interior de Minas Gerais, a grande fonte de informação são as rádios locais”, garante o publicitário Einhart Jacome da Paz.
 
Já a Internet proliferou em toda parte, mas sua presença nos grandes centros urbanos já chega perto de ser total. “Essa ferramenta tem um papel interessante principalmente com a juventude, os jovens eleitores, na formação da consciência”, ressalta Adolpho Queiroz.
 
Comícios, caminhadas e carreatas, por sua vez, também têm papel diferente dependendo da região. No campo, afirmam estudiosos, eles se fazem muito necessários, já que aspectos tradicionais do modo de fazer política demoram a ser superados em regiões afastadas das grandes cidades. “O candidato tem de gastar sapato”, atenta Einhart Jacome. Na cidade, entretanto, essas estratégias seriam quase descartáveis. “Não tem cabimento um cara ficar fazendo caminhada nas capitais. Tanto que o que o acontece nesses locais é o candidato fazer uma visita na rua mais famosa, tomar um café no bar mais conhecido”.
 
 

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